Stephen Hawking e Albert Einstein : duas fraudes?

César Lattes, o maior físico brasileiro, descobridor do méson-pi ( não “co”, como muitos dizem), foi um dos únicos cientistas com bagagem e autoridade que já vi falar mal de forma tão ferrenha dos dois popstars mais superestimados da história : Albert Einstein e Stephen Hawking.

O primeiro criou um lobby, quase perfeito. Para alguns, um ladrão, de visual rebelde – que reforça o mito que o circunda. Interessante que sempre ouvi comentários de meus professores contrários ao Einstein. A Relatividade já passou por tantas mudanças matemáticas e até mesmo conceituais, que já deveria ser descartada do meio científico. O caso é que muitas pessoas apostaram suas fichas nela. Seria um desperdício de vida e estudo autenticar o erro de tal teoria. Esse é o problema. No meu post, momentum e Big Bang relatei que milhares de trabalhos sobre a Relatividade Geral são feitos por ano, e nenhum – sim, nenhum, é relevante.

A almejada teoria do tudo, cada vez mais distante. Físicos como Marcelo Gleiser – também brasileiro, mudaram bruscamente de opinião sobre tais idéias. “A ciência não entrega tudo”.

Stephen Hawking é tido o homem mais inteligente do mundo. Engraçado é que seus trabalhos científicos são tão vazios em nossas vidas… Físicos como John Bardeen, Richard Feynman, ou os atuais prêmios Nobel em Física de 2010, fizeram trabalhos mais palpáveis e aplicáveis. Acho que o Stephen Hawking, de certa forma, é superestimado. Não pela sua inteligência, mas sim, pela sua estranha condição física .

Entrevista com César Lattes datada de 96 :

O senhor quase ganhou por duas vezes o Prêmio Nobel, não é mesmo?
César Lattes - O inglês Cecil Frank Powell ganhou o Prêmio Nobel de Física de 1950. Ele levou o prêmio pelo método de revelação fotográfica da partícula do meson pi. Era mais o velho de nós e era também inglês. Havia também o italiano Guiseppe Occhialini. Eu tinha 23 anos quando participei da descoberta, em 1947. Era muito novo. Ele era o professor residente em Bristol e nós pesquisadores associados. O prêmio acabou ficando para ele…

Em 1950, o senhor tinha 26 anos, um ano a mais que Einstein quando ele recebeu o Nobel…
César Lattes – Já imaginou que problema eu teria? Iria passar o resto da vida fazendo cartinhas de recomendação como o Einstein. Graças a ele, muitos maus cientistas conseguiram bons cargos em universidades.

E a segunda vez?
César Lattes – A segunda vez está relacionada à produção artificial de mésons. Isso foi no ano seguinte à descoberta do méson pi, em 1948. Essa pesquisa eu desenvolvi com o físico norte-americano Eugene Gardner. Na época, a comissão do Prêmio Nobel se interessou, e chegou a enviar uma carta para mim por meio da Universidade do Brasil, atual Universidade do Rio de Janeiro. Só que a burocracia interna fez com que a carta só fosse entregue a mim um ano depois. Neste período, meu parceiro de pesquisa morreu. E como não se dá prêmio póstumo, perdi a oportunidade.

Professor Lattes, o físico inglês Stephen Hawking afirmou, em seu livro “Uma breve história do tempo” que os físicos têm gasto tempo demais na pesquisa da física de partículas. O senhor concorda com isso?
César Lattes – Aquele livro é uma droga, uma porcaria. Ele não tem representatividade nenhuma na física. Sua fama é fruto só da imprensa. Ele é um mau caráter. O resumo da biografia do Newton que ele fez mostrou que ele morre de inveja do Newton. Hawking chamou o maior físico de todos os tempos de mau caráter, que gostava de dinheiro… é um pobre coitado.

Mas ele é um físico muito conceituado…
César Lattes – Ele pode ser conceituado na imprensa, mas não é conceituado no meio científico.

O senhor é tido como um crítico de Einstein, não é mesmo?
César LattesEinstein é uma fraude, uma besta! Ele não sabia a diferença entre uma grandeza física e uma medida de grandeza, uma falha elementar.

E onde exatamente ele cometeu a falha a qual o senhor está falando?
César Lattes – Quando ele plagiou a Teoria da Relatividade do físico e matemático francês Henri Poincaré, em 1905. A Teoria da Relatividade não é invenção dele. Já existe há séculos. Vem da Renascença, de Leonardo Da Vinci, Galileu e Giordano Bruno. Ele não inventou a relatividade. Quem realizou os cálculos corretos para a relatividade foi Poincaré. A fama de Einstein é mais fruto do lobby dele na física do que de seus méritos como cientista. Ele plagiou a Teoria da Relatividade. Se você pegar o livro de história da física de Whittaker, você verá que a Teoria da Relatividade é atribuída a Henri Poincaré e Hawdrik Lawrence. Na primeira edição da Teoria da Relatividade de Einstein, que ele chamou de Teoria da Relatividade Restrita, Ele confundiu medida com grandeza. Na segunda edição, a Teoria da Relatividade Geral, ele confundiu o número com a medida. Uma grande bobagem. Einstein sempre foi uma pessoa dúbia. Ele foi o pacifista que influenciou Roosevelt a fazer a bomba atômica. Além disso, ele não gostava de tomar banho…

Então o senhor considera a Teoria da Relatividade errada? Aquela famosa equação “E=MC²” está errada?
César Lattes – A equação está certa. É do Henri Poincaré. Já a teoria da relatividade do Einstein está errada. E há vários indícios que comprovam esse ponto de vista

Mas, professor, periodicamente lemos que mais uma teoria de Einstein foi comprovada…
César LattesÉ coisa da galera dele, do lobby dele, que alimenta essa lenda. Ele não era tudo isso. Tem muita gente ganhando a vida ensinando as teorias do Einstein.

Mas, e o Prêmio Nobel que ele ganhou por sua pesquisa sobre o efeito fotoelétrico em 1921?
César Lattes – Foi uma teoria furada. A luz é principalmente onda. Ele disse que a luz viajava como partícula. Está errado, é somente na hora da emissão da luz que ela se apresenta como partícula. E essa constatação já tinha sido feita por Max Planck.

O senhor chegou a conhecer os grandes físicos naquela época em que esteve na Europa e nos Estados Unidos?
César LattesConheci os irmãos Oppenheiner, o Robert e o Frank, que foram bons amigos meus. O Robert era mais um filósofo.

Mas foi ele que comandou o projeto da bomba atômica.
César Lattes – Sim. Ele coordenou a parte de Los Alamos, que produziu as primeiras bombas. Mas o Robert não era a favor da bomba. Ele se recusou a fazer a bomba de hidrogênio e foi colocado de lado por isso. Frank não era tão filósofo assim. Ele era mais pragmático. Ambos terminaram marginalizados por causa do macartismo, que perseguia esquerdistas nos EUA nos anos 50. Já o Enrico Fermi eu conheci superficialmente.

Por que o senhor não se transferiu para o exterior?
César Lattes – Não sou mercenário. Não me vendo, ainda mais para fazer guerra.

Estive vendo que o senhor tem três quadros de Portinari, um até com dedicatória…
César Lattes - Comprei uma gravura em aguaforte, que é um trabalho em série, em uma exposição. Quando ele ficou sabendo, veio correndo e me entregou uma segunda aguaforte com uma dedicatória (“Para o Lattes, glória do Brasil, e para Martha, com a auspiciosa admiração de Portinari”). O terceiro quadro, ele me deu tempos depois. Foi feito a lápis e reproduz uma cena da minha infância, que ele produziu de forma impressionante. Parecia até que ele tinha estado lá.

O senhor considera satisfatório o nível da física praticada hoje em dia no Brasil?
César LattesNão.

Por que?
César Lattes – Acho que hoje há muita química e pouca física nos centros de pesquisa do País. Atualmente, a moda na ciência é a física analisar as propriedades dos materiais. O que, para mim, está mais para a química do que para a nossa disciplina. Além disso, esse tipo de saber tem pouca aplicação no Brasil. Para quê indústria está se fazendo essa pesquisa? Para as indústrias dos países ricos.

Para onde então deveria se dirigir os esforços de pesquisa?
César Lattes - Para as fontes de energia alternativas e baratas. Haveria muito mais potencial de aplicação aqui desse tipo de conhecimento.

Qual sua avaliação da qualidade atual de nossas universidades?
César Lattes – Bem, a USP hoje em dia para mim está fossilizada. Deitou na fama e acomodou-se. Não há criatividade lá, como houve no passado. O caso da Unicamp não é muito diferente. Hoje em dia, valorizam-se mais os títulos e cargos do que a pesquisa pura nas universidades. Há papéis e computadores demais e reflexão e criatividade de menos. Outro problema, principalmente no caso da Unicamp, que conheço mais, é o inchaço do corpo burocrático, que consome a maior parte das verbas destinadas à universidade.

Qual problema o senhor vê com os computadores?
César Lattes – O computador trouxe uma certa preguiça intelectual para alguns cientistas. Pensa-se menos hoje em dia. Eu chegaria a dizer que alguns cientistas nem sequer pensam. Ficam dependentes do computador e deixam de lado a criatividade.

E como o senhor vê atualmente o papel do governo na educação?
César Lattes – Equivocado demais nas universidades federais, que estão com suas burocracias inchadas e nada preocupadas com a pesquisa primária, que é muito importante e fundamental.

Há muito tempo, a física descarta a hipótese da existência de Deus. Atualmente, como está a relação entre a religião e a ciência?
César Lattes – Acho que você está enganado. O maior de todos os físicos, Isaac Newton, pesquisou a Matemática e a ótica, mas também a alquimia e dedicou-se à pesquisa do Apocalipse de São João. O matemático que estabeleceu as bases da mecânica quântica acreditava em Deus.

Estive notando, o senhor fuma muito, e ainda por cima cigarro sem filtro…
César Lattes - Nem tanto assim. Fumo os sem filtro porque os de filtro fazem mal à saúde e, com os sem filtro, termino fumando só a metade do cigarro. Eu acabo por fumar um maço e pouco, no máximo dois. Além disso, o fumo e o café são estimulantes intelectuais.

Mas o fumo não faz mal à saúde?
César Lattes – Há muita estatística. Eu costumo dizer que, quando há muita estatística, é porque Deus ainda não se decidiu.

Estava notando a sua coleção de discos. O senhor não tem cd?
César Lattes – A gravação em cd é uma porcaria. Não registra direito graves e agudos. Então, procuro em sebos e compro um monte de discos de vinil de Vivaldi e Beethoven por R$ 1 e R$ 2.

Para Lattes, “o estudo só é válido se houver observação. Só teoria é conversa”. Ele diz , por exemplo, que a teoria do Big Bang fala de uma explosão criadora há 18 bilhões de anos, mas o sol tem “apenas” 5 bilhões de anos. Então de onde teria surgido a matéria? “Deus criou. Eu não brigo com os astrônomos por isso porque eu não os levo a sério”, disse o físico. Para ele, a explicação para o surgimento do universo está no primeiro livro da Bíblia.

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Lattes acreditava que a esposa do Einstein, Mileva Maric, era quem fazia os cálculos matemáticos. Interessante é que após a separação dos dois, Einstein não produziu mais nada.

Ainda há a dúvida para muitos se Einstein era um pacifista ou não, de fato. Para Lattes, Einstein recusou o convite do presidente Rossevelt para trabalhar no Projeto Manhattan, não por ser pacifista, mas sim, por não possuir nenhuma capacidade.

Einstein trabalhava em patentes. Sabia os que os contemporâneos pensavam. Para Lattes, ele só fez juntar essas peças e colocar de modo compacto idéias já desenvolvidas anteriormente, em partes soltas, por Poincaré, Lorentz, e um físico italiano chamado Olinto de Pretto.

A imprensa quando quer, consegue. Albert Einstein e Stephen Hawking viraram gênios, e César Lattes, um louco.

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Sobre Douglas Aleodin

Estudante de Física pela Universidade Federal da Bahia.
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50 respostas para Stephen Hawking e Albert Einstein : duas fraudes?

  1. Daniel disse:

    sobre isso aqui:

    “Para Lattes, “o estudo só é válido se houver observação. Só teoria é conversa”. Ele diz , por exemplo, que a teoria do Big Bang fala de uma explosão criadora há 18 bilhões de anos, mas o sol tem “apenas” 5 bilhões de anos. Então de onde teria surgido a matéria? “Deus criou. Eu não brigo com os astrônomos por isso porque eu não os levo a sério”, disse o físico. Para ele, a explicação para o surgimento do universo está no primeiro livro da Bíblia.”

    sério, que bobagem é essa?

    primeiro, a idade estimada é de 13.5 bilhões de anos, isso segundo as evidências e observações que o texto parece sugerir que não existem.

    Segundo, qual é o problema do Sol ter 5 bilhões de anos? O que uma coisa tem a ver com a outra?

    O texto estaria insinuando que isso é um problema e que o Sol também deveria ter 13 bilhões de anos? Como assim? Estrelas são formadas por compressão da matéria interestelar, isso é básico do básico em astronomia, e a Nasa até tem fotos muito boas de berçários estelares.

    E o que isso tem a ver com a outra questão sobre a origem da matéria?

    Um monte de coisas desconexas, para resultar em uma conclusão “o genêsis é a resposta”; uma típica falácia de apelo a ignorância, “você não sabe de onde veio a matéria, logo minha crença está correta”. Fala sério!

    Olha, eu até acredito em Deus sim; mas que isso meu, essa linha de raciocínio é pura baboseira e desonestidade intelectual.

    • Neto disse:

      Supõe-se que todos os elementos químicos da Terra surgiram como produto de fusões nucleares sucessivas de uma antiga estrela. Como a Terra poderia ter elementos tão pesados em um período tão curto de tempo (13Byr)? O Sol tem 5Byr ainda não explodiu e talvez nem tenha elementos tão pesados a ponto de gerar matéria para uma nova Terra. Creio que ao citar a idade do Sol, Lattes talvez tenha tido um pensamento do tipo.

      • Gabriel disse:

        o sol tem essa idade, mas existem estrelas bem mais antigas. obviamente não é todo material do sistema solar que foi produzido no sol, isso é elementar.

    • Azambuja Silva disse:

      Na verdade em minha modesta opinião de quem não entende porra nenhuma de física quântica, acho que a energia foi a primeira forma de existência, como a irradiada pelos nossos neurônios. A energia que não sabemos de que forma vagava pelo espaço transformou-se em matéria e com o tempo originou uma puta explosão mandando para o espaço em direção à puta que pariu um monte de astros e estrelas como, Leonardo da Vinci – com esse nome devia ser o maior comedor da renascença – Charles Chaplin, Michael Jackson, Angelina Jolie e uma porrada de outros cretinos. Segundo o Stephen Hawking, Deus não existe porque antes do início do mundo não havia também o tempo que é uma das unidades do espaço quadrimensional. Sendo o quarto elemento além de nosso espaço tridimensional. E se não havia o tempo antes da criação do mundo, Deus também não existia, pois conforme a Biblia, Deus existe atemporalmente, ou seja, não teve ” principios” , e o monte de cagadas que faz prova que não teve mesmo, e não terá fim. Por isso terá muito tempo ainda para patentear essa bosta que é o mundo, como sendo o mesmo de sua propriedade intelectual. Para isso poderá ressuscitar Ransés I e II, Julio César, Cleópatra, o Drácula e outros assassinos em série como Hitler e Napoleão para serem suas testemunhas, junto com Adão e Eva, evidentemente.
      Peço desculpa aos intelectuais que me antecederam com sua opiniões, mas de forma alguma quiz humiliá-los com meus conhecimentos adiquiridos em meus sonhos e ditados pelo meu ancestral Zaratrusca.
      Bem, vou tomar mais uma, mais tarde eu volto.
      Abraços.

  2. Obrigado Daniel pelo comentário!

    Essa entrevista foi concedida pelo Lattes em 96 pelo Jornal Unicamp. Eu a reproduzi no meu post com fidelidade – sem mais, nem menos.

    O Lattes é um crítico linha dura sobre as questões do Big Bang. Ele já dizia que algumas pessoas estão confundindo a Física com a Filosofia.

    Sobre a idade do Universo, também tinha percebido esse valor. De fato, você está certo. Mas lembre-se, isso é um cálculo muito incerto. A incerteza da idade do Universo está na ordem de 2000000000 anos! Ou seja, que especulação, concorda?

    O Lattes era sem dúvidas um cara que não se vendia para a opinião popular. Certa vez ele disse : “As mulheres não conseguem mais domar os homens e eles vão para os laboratórios e ficam se masturbando”.

    Abraços!

  3. Daniel disse:

    olha, um bom cientista de verdade não deve dar a mínina para o que é rotulado como opinião popular. Nem muito mesmo fazer militância contra a opinião popular, como se a opinião contrária a popular fosse correta simplesmente por ser contrária a ela.

    Ciência não é feita de opinião, é feita de evidências. Aí vemos um cara que por acaso não concorda com o modelo do big-bang (que possui evidências a favor). OK; mas qual a explicação que ele tem que seja melhor que esse modelo e que se encaixe nos fatos? Uma falácia? Assim fica difícil ver ele como cientista sério.

    Se ele não tem uma explicação melhor, então deveria ser mais humilde e reconhecer que no momento essa é a melhor explicação, por mais incompleta que ela seja. Não se vender para opinião “popular” não torna ele mais correto, se no momento a suposta opinião popular é justamente a única explicação que é suportada por evidências.

    Percebi um falso ceticismo muito grande vindo dele, um postura não científica, e uma dificuldade em separar conhecimento científico de crenças. Veja por exemplo como usa as crenças de Newton como um justificativa para que a ciência não exclua Deus.

    Ora, a física não eliminou, nem confirmou a existência de Deus, não há evidências que sirvam para dizer se o mesmo existe. Físicos podem ter crenças pessoais; inclusive a crença de que o universo é produto apenas de processos naturais (ateísmo embute em si algumas crenças também).

    Mas todo cientista deveria ter uma percepção clara do que é crença pessoal e do que é ciência de fato. E ao invés disso, ele usa a crença de um cientista célebre como se isso fosse evidência de alguma coisa. Outra falácia: apelo a autoridade.

    não conhece bem o trabalho dele, mas a impressão que me passou nessa entrevista foi muito ruim.

  4. O Lattes absolutamente foi um grande cientista.

    Seu trabalho e dedicação com a Física formaram à base do que hoje serve para muitos estudantes de ciências no Brasil, o CNPq. O Lattes causou um boom na física quântica quando provou por experimentos que o átomo era mais do que prótons, elétrons e neutrons. Daí surge a chamada física de partículas. O Brasil, finalmente, era reconhecido na física mundial pelo nome de Lattes. Pena que ele foi injustiçado e azarento. Perdeu dois Nobel, e aqueles eram dele.

    O Niels Bohr ( criador do modelo atômico ) uma vez disse que o Lattes foi um dos maiores cientistas que ele já conheceu. Lattes, sem dúvidas, foi um dos grandes cientistas do século XX.

    Com certa idade, suas idéias sobre a origem do Universo afloraram para as massas. Ele era um incrédulo do Big Bang. Com suas razões. Talvez, com seu nome já feito na comunidade científica, ele não ousou em dizer com poucas e boas palavras o que pensava realmente. Sem matemática e formalismos.

    Ele não pede para que aceitemos sua opinião como verdadeira, mas talvez, cabe a nós termos bom senso e nos perguntarmos : ” quem foi César Lattes?”. Provavelmente a melhor resposta para essa pergunta seja “respeito”.

    Questionamos o trabalho de Newton pela suas crenças? Ora, Newton em seus discursos misturava ciência e religião.

    “Parece provável para mim que Deus no começo formou a matéria em partículas movíveis, impenetráveis, duras, volumosas, sólidas, de tais formas e figuras, e com tais outras propriedades e em tal proporção ao espaço, e mais conduzidas ao fim para o qual Ele as formou; e que estas partículas primitivas, sendo sólidas, são incomparavelmente mais duras do que quaisquer corpos porosos compostos delas; mesmo tão duras que nunca se consomem ou se quebram em pedaços; nenhum poder comum sendo capaz de dividir o que Deus Ele próprio, fez na primeira criação.” Isaac Newton

    Abraços!

  5. Daniel disse:

    mas bicho, Newton não ficou conhecido por suas crenças, e sim pelo trabalho científico que fez. Não se questiona o conhecimento que alguém produziu apenas por essa pessoa ter alguma crença.

    Mas se deve separar o que essa pessoa produziu como ciência, e o que foi apenas crença pessoal dela. Todos aprendemos teoria da gravidade na escola, mas ninguém ensina em aulas de ciência que Deus criou a matéria e a organizou em partículas apenas porque Newton acreditava nisso. Porque mesmo que tenha sido assim, isso não é ciência, não pode ser verificado empiricamente.

    Não vou questionar o trabalho que ele o Lattes produziu também. Mas estou questionando a postura dele ao questionar o modelo do big bang sem apresentar uma outra explicação coerente com os fatos (ou ele apresentou isso em algum momento?); e ainda usar de falácias manjadas para colocar crenças pessoais no meio da ciência. Não há absolutamente nenhum problema em ele ter algumas crenças; mas não é uma postura científica correta usa-las como se fossem ciência, não se discute ciência com crenças.

  6. Daniel disse:

    aplicabilidade de idéias não é necessariamente o objetivo inicial da ciência. Sua razão primária de existir é de produzir conhecimento sobre como funciona a natureza, o universo.

    Se esse conhecimento vai ou ser útil para alguma coisa prática no futuro, quem sabe. Pode ser que sim ou não. Mas mesmo que não seja, isso não desmerece o conhecimento em si.

    Você falou em eletromagnetismo. Eletromagnestimo é base de praticamente toda a nossa tecnologia. Mas quando os primeiros cientistas começaram a olhar para esse fenômemo, você acha que eles tinham em mente o que aquilo iria se tornar no futuro? Quando aquele cara que empinou um pipa (esqueci o nome agora) para estudar raios; será que ele estava pensando em usar aquele fenômeno como fonte de energia, será que ele tinha a mínima idéia de como experiências como aquela seriam o pontapé inicial para uma revolução tecnológica? Eu duvido muito. Era simplesmente uma pessoa com curiosidade, querendo entender algo.

    Keepler praticamente dedicou toda a sua vida em medições astronômicas para provar de vez o modelo heliocêntrico; isso bem antes de Newton aparecer com a idéia da gravidade. E descreveu as leis do movimento planetário. Isso teve alguma aplicação prática? Mas se não fosse por ele, quem garante que Newton teria uma base de dados suficiente para elaborar a teoria da gravidade?

    Não acha que está indo contra todo o espírito da busca científica, de entender as verdades do universo; ao se preocupar demais apenas com aplicações práticas; sendo que essas tecnologias geralmente surgem de teorias que não foram feitas pensando nessas aplicações?

    eu não acho que estamos perdendo tempo com a relatividade não, muito pelo contrário, ela deve continuar sendo pesquisada.

  7. Você está certo…não dá para misturar nossas crenças com ciência. Se os cientistas fossem acomodados com as respostas não seríamos a sociedade que somos hoje : computadores, celulares, naves, satélites, etc.

    A minha posição pessoal é que estamos perdendo tempo com a Relatividade. Veja, já faz mais de meio século de estudos sobre a Relatividade – que é a fundamentação do Big Bang…e? O que a Relatividade nos deu em troca até agora? Nada. Você pode falar que nos deu conhecimento sobre o Universo, sua expansão, a curvatura espaço-tempo e abriu muitas idéias. Pena que essas coisas em termos aplicáveis ainda estão muito longe de nossa tecnologia. Talvez fosse uma boa idéia guardar a Relatividade por uns 100 anos e focar em coisas que mudem a sociedade, agora. Em minha opinião, podiamos gastar mais esforços em àreas que são mais palpáveis em nossas vidas, como o eletromagnetismo. Pena que muita gente tem o pão de cada dia ensinando as teorias do Einstein, como o Lattes já alertava. Elas não passam de uma curiosidade de enchergar o “dentro”. ” Ler a mente de Deus”. O Newton afirmava que nós não vamos enxergar o “dentro”, só o fora. O Lattes dizia : “a Física está ficando perdida no meio da Filosofia”. A filosofia da Origem.

    Sempre teremos o problema da Origem. Digamos que o homem consiga explicar o Big Bang de modo conclusivo. É inerente de nossa visão de mundo que tudo tenha uma origem. E a origem do Big Bang qual é? Sempre haverá esse problema…explicar a origem da origem da origem, e por aí vai.

    Eu não sei o que passava na cabeça do Lattes. Que seja! Ele pode falar o que quiser, mal arranhou seu crédito disponível.

    De qualquer forma…é só minha opinião.

    • Victor Ramos de Oliveira disse:

      Discordo com você, a relatividade tem um papel efetivo nas nossas vidas hoje, satélites por exemplo, de vários tipos, principalmente de comunicação, (GPS inclusive), tem relógios em si, e esses relógios tem correções relativísticas, o tempo no espaço, mais precisamente, mais afastado “de uma fonte de massa” (Terra), passa mais rápido, de acordo com a teoria da relatividade (geral no caso), a gravidade é causada por uma distorção/deformação/curvatura do espaço-tempo, essa deformação é causada pela massa, o efeito da massa no espaço é a gravidade, no tempo (como eles são o mesmo “tecido”), a retardação, o tempo passa mais devagar, então se, alguma coisa se afastar de alguma coisa com muita massa (no caso a terra), o tempo vai passar ligeiramente mais devagar, e vai haver diferenças nos relógios da terra e no espaço, e isso poderia causar um desvio/imprecisão de até 7 Km nos GPSs, o local que você marca no GPS iria ter uma imprecisão de 7 Km, um raio de 7 Km em relação ao ponto real, e as correções dos relógios no espaço, são previstas com precisão pela teoria da relatividade. Isso é só a aplicação da relatividade geral, se considerarmos que os satélites estão em movimento em volta da terra, se movendo muito rápido em relação ao solo, a relatividade restrita também é aplicável, e aplicada, as correções previstas na relatividade restrita são importantíssimas também, os satélites (todos) teriam problemas sem o nosso conhecimento da relatividade.

      • O que você falou é verdade. Claro que a Relatividade é importante, sem dúvidas. Mas veja, por exemplo, as últimas grandes descobertas da Física. De modo geral, são da área molecular, atômica, que não dependem dos estudos relativísticos.

        Sds.

  8. Você continua certo…mas é que tem uns dados assustadores sobre os estudos na Relatividade.

    São feitos por ano milhares de trabalhos sobre a Relativadade. Quantos são relevantes? Nenhum. É um dado assustador.

    A Relatividade é uma teoria que tem muita imaginação, já provou não ser consistente em alguns casos, foi revisada matematicamente várias vezes e as pessoas continuam insistindo, sem sucesso. Talvez ela não seja o caminho certo. Precisamos de um novo “Newton” nessa contemporaneidade para iluminar nossas cabeças com essas questões. Em minha opinião, um trabalho científico que acabe com a Relatividade em definitivo seria muito bom. Isso faria com que alguns físicos voltassem a pensar novamente as questões do Universo sem seguir esses modelos, e quem sabe, trazer novos conhecimentos. Bem, esse é meu estilo. O Newton fazia ciência para atender seus desejos de curiosidade. O Feynman fazia por prazer em descobrir as coisas. Eu faço Física com esses ideais também, mas é muito chato descobrir algo “inútil”, e isso é o que a Relatividade vem sendo até agora para nós, algo utópico, de “fora”. Quem sabe ela dê em algo. Mas já se passaram 50 anos e o relógio continua contando. Essa é minha opinião.

  9. diegovlakatos disse:

    Essa entrevista é bem conhecida, e foi dada num momento em que o grande Lattes já estava senil, e falava algumas besteiras.

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  12. serolmar disse:

    O homem realmente fez uma pergunta interessante (isto em 1996 a julgar pelo que se pode ler aqui): então, de onde surgiu a matéria?
    Sabemos que tem sido muito noticiada a experiência no CERN que poderá mostrar se o mecanismo para a criação de massa é válido ou não (no entanto, esse mecanismo baseia-se num campo que preenche o vazio – cheira-me a um outro nome para o éter). Se assim for, constituirá uma evidência experimental e esperemos que a análise dos dados não seja tendenciosa.
    O Modelo Cosmológico Padrão e a Hipótese Creacionaista são realmente equivalentes enquanto não puderem ser mostradas experimentalmente. O primeiro passo a favor do primeiro talvez seja mesmo a criação de massa como resultado de um processo puramente natural comprovado experimentalmente.

    • O ponto interessante dessa questão é o da Causa Primeira. Pois, se nada havia, como se deu a criação da matéria? Hoje, sabemos da equivalência massa-energia,a qual torna teoricamente possível essa experiência. Mesmo que comprovada, acredito ser insuficiente para afirmar, sem dúvidas, a inexistência do Criador.

      Saudações.

  13. Se Lattes fosse tão inteligente, teria parado de fumar.

    • Ana Clara disse:

      Saiba que muitos dos grandes poetas, músicos e intelectuais em geral fumam e bebem.
      Não sou a favor disso, mas não é parar ou continuar fumando que mede a inteligência de uma pessoa. Aliás, saiba que existe pelo menos 8 formas diferentes de inteligência já estudada!

      • Cesar disse:

        Opção de vida, costumes e vícios não medem realmente a inteligência de ninguém.
        Se fosse assim, aqueles que não fumam ou praticam nenhum habito vicioso seriam gênios. E não é assim.

  14. Danilo Moraes disse:

    Caro amigo Daniel, a respeito de suas críticas:

    1)”primeiro, a idade estimada é de 13.5 bilhões de anos, isso segundo as evidências e observações que o texto parece sugerir que não existem.”

    Se olhares para a história, o universo já teve tantas idades, que já nem gosto de perder tempo tentando decorá-las. Enfim, 18 bilhões já foi uma das idades avaliadas do universo.

    “Segundo, qual é o problema do Sol ter 5 bilhões de anos? O que uma coisa tem a ver com a outra?”

    O que uma coisa tem a ver com outra? Absolutamente nada. Acredito que tu interpretou mal o que o Lattes disse. Seu argumento foi formado por duas frases, sendo a primeira apenas declarativa, explicando o que a ciência diz por verdade. A segunda é onde entra o único questionamento de Lattes: “Então de onde teria surgido a matéria?”.

    O que ele quis dizer foi que, se podemos mensurar a idade do universo, podemos determinar o início, ou seja, o ano 0. E quem criou a matéria nesse ano? É um questionamento perfeitamente válido.

    2)”mas qual a explicação que ele tem que seja melhor que esse modelo e que se encaixe nos fatos? Uma falácia? Assim fica difícil ver ele como cientista sério.”

    Para que algo seja considerado errado, não é necessário conhecer a versão correta. Quer ver como isso é possível? Ainda não sabemos o que exatamente é a matéria escura. E se eu te disser que são os espíritos dos nossos ancestrais, que residem naquela região?

    Que evidências eu tenho? Essa matéria escura tem uma gravidade e observamos isso com medições precisas, logo deve ser um espírito. Percebe aqui que observação nada tem a ver com a explicação para o efeito observado?

    Existem evidências para comprovar que matéria escura são espíritos? A ideia dos espíritos é aplicável, mas pouco crível porque qualquer coisa pode ser usada como explicação. O mesmo acontece com o big bang. Estamos observando galáxias se afastarem, mas isso não implica que tenha ocorrido uma explosão. E ainda temos a radiação de fundo que vem de todos os lados da terra, explicação quase que final para desfazer a teoria do big bang (o que ainda não aconteceu, não me pergunte por que).

    MUITAS explicações podem ser dadas sobre essa expansão. As evidências empíricas NUNCA devem servir para comprovar uma explicação. Esse é o grande erro da ciência atual.

    E Douglas, a respeito de a relatividade não ter uma aplicação prática, só se tu não usa GPS, porque te garando que milhões de pessoas acham essa aplicação da relatividade MUITO útil.

    Dê uma lida sobre o atraso nos relógios dos satélites que podemos calcular com a relatividade.

    Ótimo artigo. Lattes tem muitos defeitos, mas tem aquilo que mais admiro e que é EXTREMAMENTE raro nos cientistas atuais: opinião não influenciável pelas massas. Ele pensa por si mesmo e se não encontra lógica, não fica de rodeios.

    Abraço.

    • Danilo obrigado pelo comentário.

      A principal aplicação prática da Relatividade atualmente é de fato, pelo GPS’s (satélites de rádio e TV também, mas estes permitem os “erros Newtonianos”). O uso da teoria nesse aparelho é atráves de um cálculo computacional de propagação de erro da medida da diferença de tempo entre os referenciais. A Relatividade não “criou” a tecnologia, digamos assim. Garanto que, o GPS como qualquer outro aparelho eletrônico possui muito mais de Eletromagnetismo do que Relatividade. O que não dá para entender é o foco científico e até mesmo popular nessa teoria, sendo que existem teorias tão belas e incompletas quanto. Veja que o que estou falando não é mentira. Afinal de contas, a equação mais famosa da física é o E=mc² .

      Saudações.

      • Danilo Moraes disse:

        Tenho muito mais gosto em estudar relatividade pelo simples fato de ser algo pouco compreendido e sempre estar sofrendo “abalos” com novos experimentos. E principalmente agora com essa história dos neutrinos, a relatividade deveria ganhar muito mais atenção que qualquer outra.
        Mas claro, isso é opinião puramente pessoal.
        Abraço.

      • Daniel disse:

        A relatividade realmente não criou o GPS, mas por causa dela é possível prever o atraso dos relógios nos satélites e tornar a navegação mais precisa. Até um cara leigo como eu entendeu o que o Danilo disse.

  15. Foi o Benjamin Franklin que fez o experimento da pipa não foi?! Não sou físico, mas gosto do assunto de maneira diletante. Respeito o Lattes, e sei que foi um grande físico (não reconhecido na proporção merecida, como ocorre com muitos cientistas brasileiros, aliás), mas não conhecia esse lado, para dizer na linguagem de hoje, Troll do físico. Acho que esse lance de ficar denegrindo imagem de famosos, passa uma coisa de inveja ou insegurança, acho que não era o caso do Lattes, mas de todo modo a impressão que isso me dá não é boa (laisser faire laissez passer). O mundo seria melhor sem Einstein?!

  16. José Carlos disse:

    Acredito que o Lattes deva odiar, então, os matemáticos. Vou procurar esse livro da história da física, de Whittaker. Verei se consigo descobrir qual é a verdade.

    • Ana da Silva disse:

      Acredito que não José. Afinal Lattes disse que a teoria de relatividade era de Poincaré, que era matemático, e é um grande nome da Geometria Diferencial (área de matemática), inclusive é famoso pela Conjectura de Poincaré solucionada pelo matemático russo grigory Perelman.

  17. Jackson disse:

    Olha eu vejo muita ignorância no sentido de conhecimento em alguns argumentos, na minha opnião argumentou bem o Danilo Moraes e que inclusive disse algo que eu já pensava em dizer mas prentendo frizar de forma mais “ignorante”…

    Douglas você estuda ou tem algum conhecimento em física? Porque seus comentários parecem de alguém que leu oque o Lattes disse e tomou aquilo como uma verdade, por ele defender a religiosidade na questão da origem do universo, enfim, o ponto é, como o Danilo já citou, existem sim aplicações da teoria da relatividade é só ser menos “alienado” e pesquisar por conta própria.

    Não existem trabalhos relevantes sobre a relatividade de mais de 10milhões por ano? Quer dizer que alguém fala que pode afirmar que dentre 10milhões de trabalhos (os quais concerteza é impossível ele ler todos) não existe nenhum relevante, e vc simplesmente acredita? Pesquisa cara na moral, pra argumentar vc precisa conhecer pra não falar besteira, o Lattes pode ter feito muito na ciência mas falou besteira, não tem como ele afirmar oque ele afirmou.

    Outra coisa engraçada é que não tem problema utilizar religião na ciência quando em tons comparativos, ou seja, fazer comparações é sempre bom porque isso é oque faz se criar argumentos e surgir novas ideias, MAS usar crença religião para impor uma verdade e negar uma teoria proposta com base em evidências, isso é realmente, como o Daniel havia dito, não é ser cientista, é o pensamento de uma pessoa alienada ao ponto de não estar aberta a novas possibilidades.

    Quanto ao estudo da CERN, entra a questão que eu falei que se deve pesquisar antes de falar as coisas para não falar besteira. Você, Douglas, tenta negar a importância do estudo argumentando sobre oque ocasionaria a criação da matérias no vácuo, que seria do nada, que novamente ficaria sem explicação… meu amigo.. não é bem assim, a formação de matérias seria exatamente possível devido a uma partícula cujo o nome não me recordo, e é por isso que estudo causa excitação no meio científico porque a partícula poderia explicar o processo de formação da matéria, enfim, quer saber mais é só ir pesquisar.

    Minha opnião é que Lattes é um grande cientista mas falou besteira sim! Foi precipitado em alguns comentários e que por isso essa entrevista não deve servir de única referência para formação de opniões deve-se pesquisar afinal um bom cientista, um bom pesquisador, está sempre pesquisando e aprimorando conhecimento não pára de estudar nunca, então a dica é estudar mais para formular argumentos com base em várias opniões, vários estudos, várias evidências e não só porque “fulano” falou que é “assim ou assado”.
    ^^

    • Você está certo em vários pontos. Obrigado pelo comentário. Isso é bom. Eu apenas deixo bem claro que : as aplicações relativísticas estão muito aquém, por exemplo, das aplicações eletromagnéticas, ou até mesmo da mecânica clássica. E as pessoas dão bastante foco para Relatividade. Sobre a quantidade de trabalhos, foi uma hipérbole. Ora, se tantos trabalhos são feitos pela relatividade, e temos razoavelmente poucas aplicações, por que dar tanto foco nela? É apenas uma opinião pessoal.

      Sds.

      • Jackson disse:

        Agora que você explicou de uma maneira melhor eu compreendo e concordo com o seu ponto de vista, realmente sendo que existem várias outras linhas de pesquisa na física Não deve-se ter tanto foco na relatividade, mas isso não quer dizer que a relatividade não seja importante acho importante manter-se todas as pesquisas sem super valorizar apenas uma área, até mesmo porque a física é uma ciência muito vasta cheia de áreas de conhecimento importantes para o cotidiano, até eu sei disso… eu digo até eu, pois não sou físico, sou cientista de outro ramo, mas acompanho o mundo da física também porque gosto.

        PS.: Desculpe ter sido “linha dura” e ignorante nos meus comentários, mas quando eu vejo algo muito distorcido acho que o melhor jeito de consertar é sendo direto, até mesmo porque se você é também estudante ou pesquisador é importante saber “como dizer as coisas”, e anteriormente você colocava seu ponto de vista de forma que parecia querer que a relatividade fosse abolida, esquecida da física só porque Lattes falou que não era uma boa área. Mas enfim, fico feliz de ver sua explicação com palavras muito mais profissionais que esclareceram bastante o seu argumento colocado anteriormente e até passo a concordar com você sobre este assunto. Mas como eu disse se você é um estudante ou pesquisador é importantíssimo que continue sabendo colocar melhor seus argumentos para não parecerem radicais demais, e mesmo que você seja só um fã de física minha dica de pesquisar mais antes de argumentar continua porque eu acho que todo mundo precisa continuar aprimorando conhecimento para falar sobre algo que gosta, até mesmo para não induzir outras pessoas (estudantes e pessoas comuns) a um entendimento errado, sobre determinado assunto, porque podem ter uma má interpretação do que você disse num post acessível ao público geral.

        Abraços e boa sorte no seu aprimoramento.

  18. Daniel Coimbra disse:

    Puta merda… o que que a religião não faz com as pessoas! Não é possível que o César Lattes seja tão ESTÚPIDO! Bem que Einstein falou que a estupidez humana não tinha limites, rsrs. Todos os grandes físicos, desde Planck até Feynman, Krauss até Stenger, Weinberg até Hawking – TODOS apoiam a Teoria da Relatividade de EINSTEIN (não de giordano bruno, um monge da Idade Média (wtf o César Lattes fumou?)). Todos os físicos, as maiores e mais brilhantes mentes do mundo, entendem o porquê da Relatividade Geral ser verdadeira. A quantidade de evidências é extremamente abundanete e conclusiva (coisas como relógios atômicos, GPS, e nós pousando em Marte não seriam possíveis sem ela…).
    César Lattes foi corrompido por sua religiosidade, assim como John Hagelin. Muito triste ler uma coisa dessas – mas fico feliz em saber que ele morreu e não espalhará sua estupidez monumental para o resto do mundo.

    Caso vocês queiram dizer: “Mas oras, como um ótimo físico como o Lattes pode estar errado?”, vocês estarão sendo tremendos hipócritas. Acabaram de dizer isso de TODOS os físicos contemporâneos, inclusive Hawking – que consegue fazer cálculos mais complicados na cabeça do que muitos físicos toscos como o Lattes conseguem fazer no papel, rs. Hawking não teve um gigantesco impacto na física como outros, de fato ele ficou mais reservado à área dos buracos negros, mas ainda assim é tremendamente relevante e um gênio. Respeitado por todos da área (menos o ignóbil César Lattes, heh).

  19. Erick disse:

    E Newton foi a melhor pessoa do mundo né?
    A contribuição científica dele é inegável, mas ele (liga voz da sessão da tarde) “aprontou muitas confusões” (desliga voz) quando era presidente da royal society, botando vários trabalhos relevantes pra baixo, pra que a sua coroa como “maior físico da história”(como diz o próprio lattes) não fosse ameaçada…

  20. Azambuja Silva disse:

    Na verdade em minha modesta opinião de quem não entende porra nenhuma de física quântica, acho que a energia foi a primeira forma de existência, como a irradiada pelos nossos neurônios. A energia que não sabemos de que forma vagava pelo espaço transformou-se em matéria e com o tempo originou uma puta explosão mandando para o espaço em direção à puta que pariu um monte de astros e estrelas como, Leonardo da Vinci – com esse nome devia ser o maior comedor da renascença – Charles Chaplin, Michael Jackson, Angelina Jolie e uma porrada de outros cretinos. Segundo o Stephen Hawking, Deus não existe porque antes do início do mundo não havia também o tempo que é uma das unidades do espaço quadrimensional. Sendo o quarto elemento além de nosso espaço tridimensional. E se não havia o tempo antes da criação do mundo, Deus também não existia, pois conforme a Biblia, Deus existe atemporalmente, ou seja, não teve ” principios” , e o monte de cagadas que faz prova que não teve mesmo, e não terá fim. Por isso terá muito tempo ainda para patentear essa bosta que é o mundo, como sendo o mesmo de sua propriedade intelectual. Para isso poderá ressuscitar Ransés I e II, Julio César, Cleópatra, o Drácula e outros assassinos em série como Hitler e Napoleão para serem suas testemunhas, junto com Adão e Eva, evidentemente.
    Peço desculpa aos intelectuais que me antecederam com sua opiniões, mas de forma alguma quiz humiliá-los com meus conhecimentos adiquiridos em meus sonhos e ditados pelo meu ancestral Zaratrusca.
    Bem, vou tomar mais uma, mais tarde eu volto.
    Abraços.

  21. guruzinho disse:

    Concordo com quem disse que o Lattes estava, isto sim, com inveja. Claro que não há um salto na natureza e nem na ciência…tudo são tijolinhos que vão, pouco a pouco, montando o panorama do universo.. Custo a crer que um físico do quilate de Cesar Lattes tenha falado tanta baboseira.

  22. roberto carlo disse:

    O cara mereceu ser esquecido. Confundir ciência com existencia de deus,que piada. Deus não existe e . Final

  23. piong disse:

    não é preciso ser físico, gênio, ou algo do tipo para perceber que o nobel de exatas não é dado para cientistas sul-americanos, mas é preciso ter um ego ou nacionalismo tão grandes a ponto de obscurecer essa simples observação: o preconceito.

  24. Hudson Pereira Ramos disse:

    cade a fonte?

  25. Gustavo disse:

    Engraçado alguns comentários se apegarem a frase “… são publicados 10 milhões de artigos por ano sobre a relatividade …” e não se darem conta que é uma força de expressão, pois esse número seria impossível! Se somarmos TODOS os artigos publicados por ano em TODOS os países em TODAS as disciplinas científicas, não deve chegar a 10 milhões!

    Por exemplo, para fazer a estatística dos países que mais publicaram em 2008, utilizaram um universo de um pouco mais de um milhão de artigos publicados…

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/01/100127_brasil_russia_ciencia_rw.shtml

    Não é o ponto central da matéria, mas já dá uma idéia de como pesar outras afirmações bem exageradas do texto.

  26. hugo disse:

    Olha, eu não sei se ele tá falando a verdade, a mentira e acho que isso faz pouca diferença, me pareceu ser uma pessoa muito rancorosa. Porém, o cara dizer que o cigarro fazer mal é só estatística, mostra uma ignorância gigantesca e, para mim, tira toda a credibilidade dele.

  27. Rogério disse:

    Profundamente decepcionante que o Sr. Lattes tenha dito tanta tolice como nessa entrevista. Acho até que ela pode ser uma invenção. Se não for, pouco há a comentar. Ele pode ter sido um bom físico no sentido mais estrito da palavra, mas é péssimo em todas as suas considerações, além de mostrar um profundo rancor, com uma compulsiva necessidade de desancar grandes figuras da Física. Os comentários acima já demonstram as terríveis indistinções cometidas pelo Sr. Lattes. Pensando bem, a entrevista não pode ser verdadeira; é tola demais, mesmo para uma pessoa comum. Um físico respeitado jamais diria que “não leva os astrônomos a sério”, entre tantas outras sandices…

  28. lucas disse:

    Contradições e polêmicas a parte, acredito que o papel de Einstein não deu-se apenas no que diz respeito as teorias físicas, mas também por uma grande contribuição em difundir o interesse científico nas pessoas, muitas pessoas seguiram a vida acadêmica inspirados na história(real ou não) de Einsten e existe a possibilidade de alguma contribuição científica e tecnológica atual ter sido inventada por essas pessoas influencias por ele.

  29. ramires disse:

    Cesar Lattes não estava senil quando afirmou o plagio de einstein. Einstein plagio poencare e inventou uma religião com a velocidade da luz. Existe um desafio a ser respondido por físicos que acreditam em einstein,

  30. Alex disse:

    Só queria contribuir com a informação de que não se gasta e não se possui tanto foco assim em Teoria da Relatividade com pesquisas em Física. É claro que aparece muito em documentários a respeito, mas a grande maioria dos Físicos da atualidade trabalha com Física da Matéria Condensada, na qual os conhecimentos básicos de eletromagnetismo, quântica, termodinâmica e óptica são utilizados em pesquisas objetivando sua aplicabilidade. Engane-se quem pensa que gasta-se muito tempo com coisas não aplicáveis (esse termo inclusive é duvidoso). O Encontro Nacional da Física da Matéria Condensada é, por exemplo, o maior congresso da Física no Brasil, de longe muito maior que outros congressos. Aliás, penso que Ciência em Geral não precisa ter uma preocupação gigantesca com sua aplicabilidade. O próprio eletromagnetismo, que foi citado, era uma pesquisa completamente de ponta desde quase 200 anos atrás e demorou algum tempo para que suas aplicações fossem parar na sociedade. Só para reafirmar o fato de que Relatividade e pesquisas de fronteira são muito menos focáveis para a maioria dos pesquisadores, eu fui desmotivado a fazer minha pós-graduação em áreas afins pelos professores do meu instituto devido à falta de emprego! E só para acrescentar, Relatividade é um dos ingredientes para pesquisas em Física de Partículas que vira e mexe são responsáveis por novas aplicações de entendimento da matéria e gera uma aplicação em pesquisas na área da matéria condensada que por sua vez gera uma pesquisa com possíveis aplicações para a sociedade.

  31. J. disse:

    Acredito que Daniel deveria no mínimo respeitar opinião do renomado físico brasileiro e reduzir-se a sua ínfima insignificância meramente repetitória de seus livros.

  32. ramires disse:

    Einstein virou uma espécie de jesus da ciência. A fundação einstein faz sua apologia e de quando em quando, diz que analisou o cerebro de einstein e seus neurônios e transmissores são muito maiores que os nossos. Tem gente que acredita. Assim como nas religiões, o cerebro dele virou relíquia. Quem, e são muito poucos, leu os livros de einsteim e de poencare não tem dúvida do plágio. Cesar lattes além de um grande físico, vai ajudar a esclarecer essa estória criada em torno do mito einsntein.

  33. ramires disse:

    Se algum físico puder contestar…??? Tai o desafio.

    Para que um cidadão possa discutir se Einstein plagiou ou não Poincaré (e também se plagiou ou não Hilbert[2]) é necessário que dito cidadão tenha lido (e obviamente compreendido) no mínimo o conteúdo dos livros e artigos citados abaixo. A simples leitura da biografia de Einstein de A. Peres[3] “Sutil é o Senhor” não habilita ninguém a esta tarefa.

    Entre os artigos sobre a gênese da teoria da relatividade especial que necessariamente precisam ser lidos encontram-se os de Poincaré [20,21]. Estes dois artigos encontram-se traduzidos (e comentados) para o Inglês por Logunov[4] e podem ser encontrados na Internet [14]. Estes artigos devem ser comparados com o artigo de Einstein [6].[5] Se o leitor se dignar a realizar este exercício[6] (ao invés de simplesmente confiar nos biógrafos de Einstein) realizará imediatamente, que de duas uma: ou Einstein ao escrever seu famoso artigo conhecia todos os trabalhos de Poincaré ou ele podia ler a mente do matemático francês.

    A primeira hipótese é mais provável de acordo com a farta documentação exibida no livro de Leveugle [13]. Neste livro e também em [12] se aprende que no ano de 1905 Einstein escreveu 21 resenhas para o suplemento Beiblätter zu den Annalen der Physik (entre eles artigos publicados nos Comptes Rendus de L’Académie de Sciences) e teve com quase absoluta certeza oportunidade de ler a nota [22] de Poincaré apresentada à Academia de Ciências da França em 05 de Junho de 1905 e impressa em 08 de Junho de 1905 e enviada aos assinantes da revista em 09 de Junho do mesmo ano[7] (!) . È bem verdade que Einstein ao tomar conhecimento da nota de Poincaré trabalhou arduamente para escrever sua versão da teoria, e o fato de não ter citado Poincaré é de fato imperdoável, razão pela qual Whittaker[8] deu o título “The Relativity Theory of Poincaré and Lorentz” ao capítulo 2 do volume II de seu memorável livro [26] . Em particular, contrariamente ao que Einstein afirmou em diversas oportunidades, ele e seus amigos da Academia Olímpia leram “La Science e l’Hipothése” [22][9] de Poincaré onde muitas idéias que depois apareceram nos artigos [23,24] de Poincaré (entre outros). Esta afirmação encontrá-se no livro de M. Solovine, um dos amigos de Einstein e membro da Academia Olímpia.

    b) Alguns dos membros do fórum pensam que as versões de Poincaré e de Eisntein da teoria da Relatividade são distintas. Um dos membros chegou a afirmar que na versão de Poincaré os efeitos relativísticos seriam dinâmicos enquanto que na teoria de Einstein eles seriam cinemáticos. Esta afirmação errônea é infelizmente típica tanto por parte daqueles que só teve um breve encontro com livros textos elementares com até por parte de muitos físicos que dominam (ou pensam dominar) conceitos sofisticados usados em versões matematicamente mais elaboradas da teoria da relatividade. A estes, aconselho que leiam artigos de Einstein posteriores a [7], como por exemplo [10] e estudem, também as referencias [25,26].

    c) A um dos membros do fórum, que sem me conhecer e saber exatamente o que penso sobre a polemica, diz que prefere ficar com A. Peres, recomendo fortemente que reveja o significado do seu ceticismo. Quem desejar conhecer-me um pouco melhor e consultar meus trabalhos está convidado a consultar minha homepage em http://www.ime.unicamp.br/~walrod

    d) Para aqueles que pensam que a teoria da relatividade aboliu o conceito de éter sugiro que leiam o artigo [9] de Einstein.

    e) Finalmente, afirmo que o Prof. Cesar Lattes não estava senil ao dar a entrevista mencionada no fórum. Contudo é fato que a edição da entrevista está ruim e contém alguns enganos lamentáveis. Lattes foi meu professor na USP, também fomos colegas no Instituto de Física da UNICAMP[10], e mais importante Lattes foi meu amigo e meu vizinho por mais de vinte e cinco anos. Discutíamos sempre sobre os mais variados assuntos sobre os quais na maioria das vezes discordávamos profundamente, mas aqui não é o lugar para entrar neste assunto. Nas vésperas de sua morte eu o visitei e ele tinha talvez lucidez maior do que quando o conheci em 1967.

    Um abraço,

    Waldyr

    1 – M. Allais, Albert Einstein, Un Extraordinarie Paradoxe, Editions Clément Juglar, Paris, 2005.
    2 – C. Jon Bjerknes, Albert Einstein, The Incorrigible Plagiarist, XTX Inc., Downers Grove, USA, 2002, http://home.comcast.net/~xtxinc/MainPage.htm
    3 – C. Jon Bjerknes, Anticipations of Einstein in General Theory of Relativity, XTX Inc., Downers Grove, USA, 2003, http://home.comcast.net/~xtxinc/MainPage.htm
    4 – N. N. Bogolubov, A. A. Logunov and I. T. Todorov, Introduction to Axiomatic Quantum Field Theory, W. A. Benjamin, Inc., Reading MA., 1975.
    5 – M. Born, Einstein’s Theory of Relativity, (revised edition), Dover Publ., Inc., New York, 1962.
    6 – L. Corry, J. Renn, and J. Stachel, ‘Belated Decision in the Hilbert-Einstein Priority Dispute, Science 278, 1270-1273 (1997)
    7 – A. Einstein, Zur Electrodynamik bewegter Köper, Ann. der Physik 17, 891-921 (1905)
    8 – A. Einstein, H. A. Lorentz, H. Weyl, H. Minkowski, The Principle of Relativity, Dover Publ. Inc. , New York, 1952.
    9- A. Einstein, Ether and the Theory of Relativity (translation of a lecture delivered by Einstein at the Univ. Leyden, 1920), http://www.mountainman.com.au/aether_0.html
    10 – A. Einstein, , Autobiographical Notes (page 59), in P. A. Schilpp (ed.) Albert Einstein: Philosopher-Scientist, Oen Court, La Salle, Illinois, 1970
    11 – J. Fric, Henri Poincaré: A Decisive Contribution to Special Relativity. The Short Story, http://www.everythingimportant.org/relativity/Poincare.htm
    12 – E. Giannetto, The Rise of Special Relativity: Henri Poincaré Works Before Einstein, Atti del XVIII Congresso di Storia della Fisica e dell’Astronomia, Hadronic J. Suppl. 10, 365-433 (1995) http://www.brera.unimi.it/sisfa/atti/1998/Giannetto.pdf
    13 – R. Hazellet and D. Turner (eds.), The Einstein Myth and the Ives Papers, The Devin-Adair Company, Publ., Old Greenwich, Connecticut, 1979.
    14 – J. Hladik, Comment le Jeune et Ambitieux Einstein s’est Approprié la Relativité Resterinte de Poincaré, Ellipses Édition Marketing S.A., Paris, 2004.
    15 – J. Leveugle, La Relativité, Poincaré et Einstein, Planck, Hilbert. Histoire Véridique de la Théorie de la Relativité, L. Harmattan, Paris, 2004.
    16 – A. A. Logunov, Henri Poincaré and Relativity Theory (book 253 pages), arXiv:physics/0408077v4
    17 – A. A. Logunov, On the Article by Henri Poincaré “On the Dynamics of the Electron”, H. Journal 19, 109-183 (1996). http://www.annales.org/archives/x/marchal2.doc
    18 – A. A. Logunov, The Theory of Gravity (book 256 pages) arXiv:gr-qc/0210005
    19 – A. A. Logunov, M. A. Mestvirishvilli, V. A. Petrov, How Where the Hilbert- Einstein Equations Discovered?, arXiv:physics/0405075
    20 – C. Marchal, Henri Poincaré: A Decisve Contribution to Relativity, http://annales.org/archives/x/Relativity.doc
    21 – A. I. Miller, Albert Einstein’s Special Theory of Relativity, Addison Wesley Publ. Co., Inc. Reading MA, 1981.
    22 – H. Poincaré, Science and Hypothesis, Dover Publ., New York, 1952 (originally published in French with title: La Science et l’ Hypothèse, Flamarion, Paris, 1902).
    23 – H. Poincaré, Sur la Dynamique del’Electron, Comptes Rendus de L’Académie de Sciences 140, 1504-1508 (1905)
    24 – H. Poincaré, Sur la Dynamique del’Electron, Rediconti del Circolo Matematico di Palermo 21, 129-175 (1906).
    25 – H. Reichenbach, The Philosophy of Space&Time, Dover Publ., New York (1958).
    26 – W. A. Rodrigues Jr. and M. A. F. Rosa, The Meaning of Time in the Theory of Relativity and “Einstein’s Latter View of the Twin Paradox”, Found. Phys. 19, 705-724 (1989).
    27 – W. A. Rodrigues Jr. and E. Capelas de Oliveira, The Many Faces of Maxwell, Dirac and Einstein Equations. A Clifford Bundle Approach. Lecture Notes in Physics 722, Springer, Heidelberg, 2007.
    28 – M. Solovine, Albert Einstein. Lettres à Maurice Solovine, Gauthier-Villar, Paris, 1956.
    29 – E. T. Whittaker, A History of the Theories of Aether and Electricity, vols. I and II, Humanities Press, New York, 1973 (first published in 1953)
    30 – E. T. Whittaker and G. N. Watson, A Course of Modern Analysis (fourth edition), Cambridge University Press, Cambridge, 1927 ( first edition published in 1902)
    31 – F. Winterberg, On “Belated Decision in the Hilbert-Einstein Priority Dispute”, published by L. Corry, J. Renn, and J. Stachel, Z. Naturforschung 59a, 715-719 (2003).

    ——————————————————————————–

    [1] ICCA8. Veja: http://www.ime.unicamp.br/~icca8/

    [2] Consulte alguns dos artigos e livros da lista de referencias abaixo.

    [3] Concordo com Hadlik (ver ref. [12], página 94) que A. Peres é um autor extremamente parcial (e possivelmente desonesto).

    [4] A. A. Logunov é um dos mais respeitados físicos teóricos russos, tendo sido reitor a Univ. de Moscou e presidente da Academia de Ciências da (ex)União Soviética. Também é um dos autores de um livro clássico sobre teoria quântica de campos [4]

    [5] Traduções do artigo de Einstein para o Inglês encontram-se em [7] e [19]. A tradução de Miller [19] é muito melhor.

    [6] O exercício requer conhecimento de Matemática compatível com aquele de um bom aluno da área de exatas da UNICAMP após o termino do segundo semestre letivo.

    [7] Observo ainda que naquela época uma correspondência enviada de Paris até qualquer uma das principais cidades alemães ou suíças demorava no máximo dois dias (!).

    [8] Sir Edmund Whittaker foi um brilhante matemático inglês, um dos autores de um livro [27] que foi usado por gerações de pretendentes a se tornarem físicos teóricos.

    [9] Este livro também faz parte da leitura obrigatória. Existe, se não me falha a memória uma tradução em Português da editora da Univ. de Brasília.

    [10] Antes de transferir-me para o Instituto de Matemática.

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